Cadê a vontade de mudar?
De vez em quando precisamos parar e analisar o que se passa em nossa volta. Isso, na verdade, deveria ser feito todos os dias, mas a correria não permite.
Em ano eleitoral vemos o quanto estamos cercados de hipócritas e mentirosos, também podemos perceber que a sociedade está descrente da política, dos políticos, e, pior ainda, de si mesma.
Chegamos em uma determinada situação em que só mesmo uma revolução cultural poderia reverter. Ouvimos cidadãos dizer que não votarão porque isso acarreta custos ou que precisam se deslocar muito para poder exercer o direito que têm.
A que ponto chegamos??
Uma sociedade que tanto lutou para a abertura política, hoje, faz campanha para o voto nulo. A juventude que se arriscava pelos seus ideais, hoje, mostra-se apática. Os candidatos, que na verdade estão se propondo a nos representar, passaram a escolher os lugares que irão fazer campanha e mostrar suas "propostas". Propostas não vemos, debates também não. Política não é faz com bolsa-família, bolsa-escola, e sim, com propostas e debates, onde a sociedade tem espaço para analisar o que cada um daqueles que querem assumir cadeiras tão importantes têm a dizer sobre assuntos tão importantes para o país, como: economia, saúde, educação, reforma-agrária e por ai vai.
Não adianta os presidenciáveis e outros candidatos "exporem" suas propostas em sites, pois apenas 13,9% dos lares brasileiros contam com internet. Precisamos de política verdadeira, aquela em que o candidato aproxima-se das pessoas e conversa, vê quais são os seus anseios para poder ajudar. A tecnologia trouxe muito conforto aos candidatos, agora eles gravam vídeos e mandam pra população assistir.
Basta de assistencialismo barato, chega de dizer o que fez, pois isso não passa de uma obrigação para aqueles que ocupam cargos eletivos.
A sociedade deve repudiar esse tipo de atitude, mas isso não pode ser feito anulando os votos ou ignorando o assunto, mas sim votando em pessoas que têm um real compromisso com a verdade e não vão fazer do seu lugar no legislativo um assento de déspota.
Somente uma sociedade conscientizada e madura pode perceber o quão importante é.
